HOMICÍDIO, GENOCÍDIO, FEMINICÍDIO, SUICÍDIO, etc..

O índice que cresce não é de um tipo apenas de assassinato, mas de morte generalizada: contra os outros e contra si mesmo. De quem é a culpa? Apontar culpados sempre foi a maneira mais fácil de achar que se está fazendo algo. Aliás, fazer proliferar o sentimento de culpa é algo que o ser humano faz com maestria, em todos os setores e relações. Porém, a grande “culpa” está na essência má do ser humano que é egocêntrico e inclinado a todo tipo de disputa, ganância, competição e vinganças: retrato irrefutável da nossa sociedade. A bondade humana precisa ser “restaurada”.

A gente pode até falar de acordo, consertos e paz. Mas a solução absoluta, sem puxar apenas um cliché ou ser simplista, é o AMOR. E de todos os tipos de amores que conhecemos (erótico, amizade etc), o absoluto é o amor “divino” (o amor do termo grego “ágape” ou “agápen”; quando se ama incondicionalmente): demonstrado por Deus ao se fazer gente e doar a sua vida por nós, merecedores do oposto.

O apóstolo João assim conceituou este amor ágape: “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos”.

Se caminharmos nas trilhas verdadeiras da compaixão, do altruísmo, do perdão, da autodoação (sacrificando-se, quando necessário, pelo bem-estar do outro), cuidaremos melhor das pessoas e de nós mesmos, e ainda educaremos uma sociedade pelo exemplo de quem está aprendendo a valorizar a vida e a própria existência.

É certo que temos uma luta sistêmica contra a injustiça, a violência, o terror etc. Mas a raiz de todo sistema está no coração do ser humano – este cria o “sistema”. O ser humano está cheio de informações, mas vazio de sabedoria. Insensível ao que chora, perece, carece e até aos clamores do seu próprio coração.

O mesmo apóstolo João, já citado, resumiu mais categoricamente sua conceituação ao afirmar que “DEUS É AMOR” . Portanto, para se combater esta “onda” histórica e até cíclica de guerras, assassinatos e mortes, há que se encher de Deus, de Sua vida abundante. Isso se dá pelo Seu Espírito, mediante a fé em Jesus – expressão mais visível de um amor perfeito. E, por favor, conquanto tenha um elemento religioso nesta afirmação, estou me referindo à experiência inefável com Deus: sem fórmulas mágicas e sem atitudes coreograficamente institucionalizadas. Amor que se manifesta em seus frutos relacionais.

Fora disso, as estatísticas piorarão previsivelmente e imperarão o desespero, o desassossego, a fome e disputa por dinheiro, poder e posses e, consequentemente, a morte contra tudo e contra todos: seja por questões de políticas, gênero, relacionamentos, religião, etc. É fato que para se obter riqueza e poder o ser humano é capaz das maiores crueldades (leves, veladas, pesadas e públicas). Vende à própria alma…

Por isso, dia a dia, todos nós, sem exceção, somos chamados pela vida e, implícita e explicitamente, por Deus, a sermos transformados e agentes de transformações. Se Deus – DEUS MESMO: O Eterno – estiver no nosso “meio”, uma capacitação extraordinária pode vir sobre nossas mentes e corações e transformar nossos alvos pessoais, nossas relações e os setores da sociedade nos quais estamos inseridos e com os quais nos envolvemos. Certamente veremos vida e paz conquistando terror e morte.

Homicídio, genocídio, feminicídio, suicídio etc. Se considerarmos honestamente quem somos, o que sentimos, do que carecemos, concluindo que se passa o mesmo com as outras pessoas de todas as classes, culturas e gêneros, cuidaremos mais atentamente de nossas mentes e corações, e mais fraternalmente das pessoas com quem convivemos e com quem cruzados na estrada da vida. Vida e paz a todos!